AGÊNCIA CBIC
Conselho de Administração da CBIC debate FGTS, inovação e cenário político em reunião em Brasília
O Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reuniu nesta quarta-feira (10), em Brasília, para discutir temas estratégicos para o setor, com destaque para as perspectivas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as oportunidades de financiamento à inovação por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a análise do cenário político nacional.
A reunião foi conduzida pelo presidente da CBIC, Renato Correia, e reuniu lideranças empresariais de diferentes regiões do país para debater pautas institucionais, econômicas e políticas com impacto direto sobre a indústria da construção.
Na abertura do encontro, Correia fez um balanço de sua gestão à frente da entidade e destacou a importância do diálogo e da atuação conjunta das lideranças do setor para o fortalecimento da construção brasileira. O presidente também apresentou aos participantes a proposta da Aliança Agenda Brasil, iniciativa voltada à construção de uma agenda estratégica de longo prazo para o desenvolvimento nacional.
“O país precisa ampliar sua capacidade de planejamento e construir consensos em torno de temas estruturantes. A sociedade organizada tem um papel importante nesse processo e pode contribuir para o aperfeiçoamento do ambiente institucional e do debate público”, afirmou.

FGTS, inovação e desenvolvimento setorial
Outro destaque da programação foi a participação de representantes da Caixa Econômica Federal, que apresentaram perspectivas relacionadas ao FGTS e às linhas de apoio à inovação. O debate abordou temas de interesse do setor da construção, incluindo o papel do Fundo na política habitacional e as possibilidades de acesso a recursos voltados à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação.
Segundo o Diretor Executivo dos Fundos de Governo e FGTS, Rodrigo Hori, o fortalecimento do FGTS depende do diálogo permanente entre os diversos agentes envolvidos na gestão e utilização dos recursos.
“É impossível pensar no desenvolvimento da habitação sem pensar no FGTS. O Fundo atua tanto na produção quanto no acesso ao crédito e precisa ser fortalecido para continuar cumprindo seu papel de financiamento habitacional e de apoio ao desenvolvimento do país”, destacou.
Também participaram da reunião representantes da área de negócios da Caixa, que apresentaram as linhas operadas em parceria com a Finep. As iniciativas buscam ampliar o acesso das empresas a recursos destinados à inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
“O objetivo é ampliar o acesso ao crédito para inovação e estimular projetos que contribuam para o aumento da competitividade dos diversos setores produtivos, incluindo a construção civil”, afirmou Henrique Martins, Superintendente Nacional de Negócios de Atacado da Caixa.
A programação incluiu ainda uma análise do cenário político nacional conduzida pelo cientista político e consultor da CBIC Leonardo Barreto. Durante sua apresentação, o consultor avaliou o ambiente institucional e os fatores que influenciam a formação do cenário eleitoral, destacando a necessidade de cautela diante das incertezas que ainda cercam o processo político.
“O momento exige atenção e acompanhamento permanente dos movimentos políticos e institucionais, considerando o elevado grau de incerteza que ainda marca o cenário nacional”, avaliou.
Durante a reunião, os vice-presidentes de área e gestores das comissões técnicas da CBIC mapearam percepções, avaliações e demandas apresentadas pelos representantes do setor da construção durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado em maio.
A avaliação conjunta tem como objetivo orientar eventuais ajustes na contratação de serviços técnicos, consultorias e estudos associados aos projetos técnicos executados pela CBIC em correalização com o SESI e SENAI nacional. A entidade mobilizou sua área técnica para avaliar as ações planejadas para o próximo período, de forma a manter seus projetos aderentes às demandas do setor e objetivos estratégicos que estimulem a modernização continuada da construção brasileira.























































































