CBIC HOJE

Brasília, 3 de setembro de 2010 Edição 4076 www.cbic.org.br
Construção civil cresceu 16,4%
no segundo trimestre de 2010
A construção civil registrou expansão de 16,4% no segundo trimestre de 2010, em relação a igual período do ano passado, segundo dados divulgados hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta, que pode ser justificada pelo contínuo crescimento do financiamento imobiliário, pelo incremento do emprego formal e pelo crescimento da renda, também reflete a base deprimida de comparação. No segundo trimestre de 2009, o setor sentia os reflexos da crise econômica e, por isso, apresentou queda de 9,3% no conjunto das suas atividades. No primeiro semestre de 2010, a construção civil cresceu 15,7% (em relação aos primeiros seis meses de 2009). De acordo com o Banco de Dados da CBIC, os números positivos observados na geração de vagas formais, já sinalizavam o desempenho mais satisfatório do setor. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que nos primeiros seis meses de 2010 a construção gerou um saldo de 230.019 novas vagas formais de trabalho em todo o país, enquanto, em igual período do ano anterior foram geradas 79.405 vagas. Outro resultado que também ajuda a compreender o desempenho do setor diz respeito ao financiamento imobiliário. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o número de unidades financiadas no país (com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE) cresceu 51,47% no primeiro semestre de 2010 (também em relação a igual período do ano anterior). Assim, enquanto nos primeiros seis meses de 2009 foram financiadas 123.881 unidades, em iguais meses de 2010 este número saltou para 187.641 unidades. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do país, de acordo com o IBGE, cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2010 em relação aos primeiros três meses do ano (na série com ajuste sazonal). Este resultado, que foi inferior ao observado no período de janeiro a março, quando o país cresceu 2,7% em comparação ao quarto trimestre de 2009, superou as expectativas dos analistas de mercado, que esperavam avanço de 0,5% a 1,0%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB nacional cresceu 8,8%.
Economista Eduardo Giannetti
fala aos empresários da União Nacional da Construção
O economista Eduardo Giannetti proferiu uma palestra nesta sexta-feira (3) a um grupo de aproximadamente 60 empresários, representantes dos diversos segmentos da cadeia produtiva, participantes da União Nacional da Construção (UNC). O economista fez uma análise do momento atual da economia brasileira e internacional e traçou algumas expectativas para os próximos anos. Giannetti afirmou que, se por um lado é impossível negar os importantes avanços registrados pelo país nos últimos anos, com diversos indicadores positivos, por outro lado é uma ilusão achar que o ritmo atual de crescimento da economia brasileira se manterá o mesmo nos próximos anos: “Não podemos confundir um movimento de recuperação cíclica, que se aproveitou de uma relativa ociosidade da economia, com um crescimento sustentado. O movimento que vivemos hoje tem fôlego curto. Não se acostumem, porque isso vai passar”, advertiu o economista. Giannetti chamou atenção para os diferentes problemas estruturais que o Brasil precisa enfrentar, em especial: o problema previdenciário, a precária formação da mão de obra e a instabilidade do ambiente de negócios. A reunião da UNC foi realizada na sede da Federação do Comércio de São Paulo.
Analfabetismo
no setor da construção caiu 60% em 10 anos
Comemora-se no próximo dia 8 de setembro o Dia Internacional da Alfabetização. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que o percentual de analfabetos no setor da construção civil diminuiu mais de 60% nos últimos dez anos. No ano 2000, o número de trabalhadores analfabetos era de 29 mil em um universo de 1,1 milhão, ou seja, 3%. Já em 2009, último dado da série histórica da Rais, aproximadamente 23 mil trabalhadores, num total de 2,2 milhões, que não sabiam ler nem escrever, o que representava 1% do universo de operários da construção. A redução desse índice conta com a contribuição do setor da construção. Empresários e entidades ligadas ao segmento têm promovido, há alguns anos, em todo o país, programas de alfabetização e aperfeiçoamento educacional como forma de reduzir esse cenário histórico da mão de obra empregada nos canteiros. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, a modernização do setor exige trabalhadores mais qualificados, com um novo perfil e que sejam capazes de assimilar as novas técnicas construtivas. “É necessário erradicar o analfabetismo e elevar a escolaridade dos nossos trabalhadores. Desse modo, contribuiremos para a melhoria da qualidade de vida dos empregados, para a redução do número de acidentes, elevando a eficiência do trabalho e proporcionando uma redução de desperdícios e perdas nos canteiros de obras”, comenta Paulo Simão. Clique aqui para acessar experiências bem sucedidas no Rio de Janeiro, no Ceará, em São Paulo e no Distrito Federal.
Leonardo Barreto apresenta conjuntura pré-eleitoral
aos membros do Conselho de Administração
O Conselho de Administração da CBIC se reunirá na próxima quinta-feira (3), na sede da entidade, em Brasília. A reunião contará com a presença do cientista político Leonardo Barreto, que falará sobre a conjuntura pré-eleitoral. A reunião será realizada das 11h30 às 17h. Na pauta, também constam assuntos como o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV-FAR), do governo federal, que visa a construção de 2 milhões de unidades habitacionais até 2014. O foco do debate será a continuidade do programa e as mudanças de especificação. Também serão discutidos os novos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para obras públicas de pavimentação de vias locais. Os temas referentes à habitação serão apresentados pela consultora técnica da CBIC, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves.
Ponto eletrônico: setor terá grupo
de trabalho para estudar o tema
A Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) debate na próxima quinta-feira (9), durante a reunião do Conselho de Administração da CBIC, em Brasília, a questão do “Ponto Eletrônico”. O objetivo é criar um grupo de trabalho para debater o tema. Na oportunidade, também serão apresentados projetos e programas de promoção de saúde e segurança no trabalho na área da construção civil. As apresentações serão feitas pelo presidente da CPRT/CBIC, Antonio Carlos Mendes Gomes, e pelo vice-presidente da CBIC, Luiz Fernando Pires.
CDES promove seminário internacional
sobre governança global neste mês
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES) realiza no dia 16 de setembro, em Brasília, o "Seminário Internacional sobre Governança Global: o papel dos Conselhos Econômicos e Sociais e de instituições similares no novo modelo de governança econômica, social e ambiental global". O objetivo do evento é colher subsídios que permitam examinar o papel da sociedade civil organizada e dos Conselhos Econômicos e Sociais e Instituições Similares no novo modelo de desenvolvimento mundial que vem se delineando a partir da primeira década do Século XXI e que contemple as dimensões econômica, social e ambiental. A ideia é suscitar novos debates, perspectivas e desafios da governança global frente ao novo cenário internacional e nacional. O seminário contará com as presenças do ministro Alexandre Padilha e do presidente da Aicesis, Antonio Marzano, e palestras de James Galbraith; Maria da Conceição Tavares; Claudio Salvadori Dedecca; Eduardo Viola; Xavier Timbeau; Julio Boltvinick; Randall Wray; Michael Hudson. O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, e o vice-presidente Vicente Mattos, integram o CDES.



