CBIC CLIPPING


CBIC dá exclusividade a produtos da Berkley
Jornal do Commercio RJ/RJ
27 de agosto de 2010


A Berkley International Brasil selou parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), que reúne 62 sindicatos e associações patronais do setor da construção brasileira, para a venda de seguro de transporte nacional, para garantir cobertura de mercadorias das empresas do setor.


Pelo acordo de exclusividade, a construtora interessada acessa a área de seguros no site da entidade para contratar o produto, cuja principal vantagem é a possibilidade de preço "bastante competitivo" na proteção ao transporte de máquinas de valor elevado.


O seguro cobre os bens próprios ou alugados sob responsabilidade do segurado, quando transportados em território nacional, por veículos próprios ou de terceiros.


RECONHECIMENTO. O presidente da Berkley, José Marcelino Risden, considera muito importante associar o nome da seguradora a uma entidade reconhecida e respeitada como a Cbic. "Para nós, essa parceria representa mais do que simplesmente expandir a marca Berkley e os nossos negócios. Significa também o reconhecimento do nome e da qualidade dos produtos da companhia no mercado. Tanto, que a nossa intenção é lançar, em breve, novos seguros em parceria com a Cbic", diz o executivo.


O produto à venda, já testado por algumas empresas, segundo ele, alia qualidade, simplicidade na contratação, preço baixo e facilidade de realizar averbações de forma eletrônica por meio do site (24 horas por dia).


"Trata-se de um produto de ponta para todas as empresas do setor (da construção), independentemente do seu porte, cujo principal diferencial é a apólice aberta, com cobertura ampla", acrescenta o presidente do Conselho de Administração da CBIC, Paulo Safady Simão.


Pessoal qualificado está escasso
Diário do Comércio - MG/MG
27 de agosto de 2010


Muitas empresas já não conseguem encontrar facilmente mão de obra especializada.
LUCIANE LISBOA.
ALISSON J. SILVA


Construção civil é uma das que mais sofre com carência de trabalhadores
A escassez de mão de obra especializada em alguns setores da economia mineira, como construção civil, extrativo-mineral e têxtil, está preocupando os sindicatos dos trabalhadores dessas categorias. As empresas já não conseguem encontrar profissionais disponíveis no mercado, mesmo ofertando salários mais altos do que a média da categoria.


E na construção civil, em função do aquecimento do mercado, os funcionários passaram a ter jornadas também aos sábados, quebrando uma tradição da categoria.


O setor de construção civil é um dos mais aquecidos da economia e também um dos que mais sofre com a carência de mão de obra especializada. Faltam profissionais até na área operacional, como os serventes.


Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção de Belo Horizonte, Sabará, Ribeirão das Neves, Lagoa Santa e Sete Lagoas, Osmir Venuto da Silva, a falta de pessoal, juntamente com o cronograma apertado para entrega das obras, levou as construtoras a aumentar a jornada de trabalho até aos sábados.


"Quanto a atraso nas obras, o pessoal chega a trabalhar até aos domingos", afirmou. O sindicato representa cerca de 150 mil trabalhadores do setor. Em Betim, na RMBH, a situação é parecida. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Civil e do Mobiliário do município, Paulo Henrique da Silva, as construtoras estão tendo até que importar mão de obra de cidades vizinhas.


"O pessoal qualificado prefere trabalhar por conta própria em reformas residenciais do que trabalhar na indústria, já que a remuneração é maior. Então, as construtoras estão enfrentando muita dificuldade para contratar", disse.


No Sul do Estado, a escassez de mão de obra também afeta o setor da construção civil. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Lavras, Armando Santos da Silva, os últimos dois anos foram os mais aquecidos da história do setor.


"Está faltando todos os tipos de profissionais da construção. Não há pedreiros, carpinteiros e serventes disponíveis no mercado. E nos próximos anos a situação deve permanecer inalterada, já que há muitas obras previstas", afirmou.


Metalúrgicos - A indústria minero-metalúrgica nos principais municípios mineradores de Minas Gerais também enfrenta dificuldades para contratar mão de obra especializada. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte (Metabase), Sebastião Alves, disse que o mercado está muito aquecido em função da retomada do setor após a crise.


"Estamos em uma fase boa, em que já há falta de mão de obra qualificada no mercado. As empresas já estão tendo que investir na formação de novos profissionais para garantir o bom andamento dos negócios. E a previsão é que o mercado continue aquecido nos próximos anos em função da previsão de novos investimentos no Estado", ressaltou o dirigente.


Costureiras - De acordo com o presidente do Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores nas Indústrias de Confecção de Roupas Cama Mesa e Banho de Belo Horizonte e Região Metropolitana, Antônio Carlos Santos, a falta de profissionais capacitados é uma realidade do setor têxtil há alguns anos.


"Antes o mercado estava muito ruim e muita gente abandonou a profissão. As empresas chegaram a incentivar a terceirização da mão de obra. Hoje, com a retomada da indústria têxtil, não há mais oferta de profissionais qualificados no mercado", afirmou.


Por outro lado, ele ressaltou que a baixa remuneração da categoria também contribuiu para que muitos profissionais mudassem de emprego. "Mesmo com a falta de mão de obra, o piso das costureiras ainda é muito baixo aqui em Minas: R$ 550. Mas hoje tem indústria oferecendo salário de R$ 1,2 mil e mesmo assim não consegue contratar", ressaltou.

 

Está cada vez mais difícil para o governo cumprir meta
O Estado de S. Paulo/BR
27 de agosto de 2010

 

Adriana Fernandes
O governo deve sustentar até o final das eleições o discurso de que cumprirá a chamada meta cheia de 3,3% do PIB de superávit primário das contas do setor público em 2010. Faltando poucos dias para o fim de agosto, a redução de R$ 40 bilhões para R$ 30 bilhões da meta até o segundo quadrimestre do superávit das contas do Governo Central - um indicador intermediário adotado pelo governo para sinalizar ao longo do ano o compromisso com o cumprimento do esforço fiscal - reforçou a avaliação generalizada de que a meta integral não será cumprida.


Se quiser cumprir a meta fiscal do ano, o governo terá de fazer em apenas cinco meses um superávit primário de R$ 50,24 bilhões. São mais de R$ 10 bilhões de esforço fiscal por mês até o fim do ano, num cenário em que o governo vem acelerando as despesas.


Apesar das repetidas declarações do secretário do Tesouro, Arno Augustin, de que o governo vai cumprir a meta sem o uso do mecanismo que permite o abatimento das despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os números divulgados ontem mostram um cenário cada dia mais difícil para as contas públicas.


O cenário tem um complicador a mais, porque as estatais federais não devem cumprir a meta de superávit prevista para essa esfera de governo, de 0,20% do PIB. A área econômica já dá praticamente como certo que as estatais não vão atingir a meta, o que em tese exigiria um esforço adicional do governo central para que a meta cheia de 3,3% do PIB de superávit prevista para o todo o setor público seja cumprida, sem abatimentos.


Nos bastidores do governo, o que se discute agora é se o governo deve tirar da cartola mais uma "mágica" para cumprir o superávit, como fez no ano passado. O "jeitinho sempre existe. É só decidir", garante um integrante do governo. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já deu indicações esta semana de que o governo deve recorrer ao abatimento. Poderá ser necessário abater cerca de R$ 14 bilhões.

 

Falta de recursos para crédito imobiliário não deve elevar juros
UOL Notícias/BR
27 de agosto de 2010


SÃO PAULO - A falta de recursos para o financiamento habitacional no Brasil deve tornar a concessão mais seletiva, mas não deve se traduzir em aumento das taxas de juros praticadas, de acordo com o economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Celso Petrucci.


Um crescimento na ordem de 10% a 20% no financiamento habitacional nos próximos anos exigiria um investimento de R$ 65 bilhões a R$ 80 bilhões até 2013, sendo que não se sabe se haverá recursos para atender à demanda a partir de então.


"Talvez isso não signifique aumento das taxas praticadas pelos agentes financeiros na concessão de crédito tanto à produção quanto à aquisição, mas poderão ser criados critérios mais rigorosos que os atuais na avaliação desses créditos", avaliou Petrucci.


Necessidades
De acordo com o economista-chefe, o financiamento habitacional precisa de estímulos constantes e permanentes no Brasil, para fazer frente ao deficit de moradias e ao crescimento vegetativo anual, estimado em mais de 1 milhão de domicílios.


"Só temos duas fontes de recursos para o financiamento: a poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e esse último já é responsável por atender aproximadamente 70% de todo o mercado, principalmente para famílias de mais baixa renda", ressaltou.


São necessárias fontes alternativas e, entre elas, Petrucci apontou os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), cuja emissão foi de menos de 1 bilhão entre janeiro e julho.

 

Sobram lotes no DF
Jornal de Brasília/DF
27 de agosto de 2010


Terracap só vende 40% dos terrenos. Mercado diz que preços estão altos
Priscila Rangel


Em meio à carência de moradias em que vivem cerca de cem mil famílias no Distrito Federal, a empresa responsável pela venda de lotes, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), não consegue vender mais de 40% dos terrenos que oferece. Especialistas atribuem o baixo desempenho nas vendas aos altos preços definidos para as unidades. A empresa, no entanto, rebate a ideia ao dizer que pratica apenas os preços de mercado.


O relatório Anual da Terracap revelou que em 2009, na soma das 14 licitações realizadas durante o ano, foram vendidos 962 terrenos com destinações variadas, em diversos setores do DF, do total de 2,4 mil unidades colocadas à venda. O número representa apenas 40,22% do total de lotes ofertados pela empresa. Nos anos anteriores, os percentuais de venda de imóveis foram ainda mais baixos, de 33,69%, em 2008, e de 38,53%, em 2007.


De acordo com o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Adalberto Valadão, a Terracap tem superavaliado os lotes. "Por ser a única a deter os lotes, a Terracap fica à vontade para colocar o preço que quiser nos terrenos. Ela não tem concorrência e define os preços mínimos dos imóveis acima do que deveria", destaca Valadão. Ele comenta que a empresa, por se tratar de órgão do governo, deveria preocupar-se em exercer política social e tornar os lotes mais acessíveis.


Os irmãos e empresários Wudson Pereira de Souza, 46 anos, e Gil Pereira, 43, participaram de licitação realizada ontem para adquirir dois lotes no Guará. "Não é a primeira vez que participo do leilão. Já comprei dois outros lotes e a vantagem é a segurança de ter a documentação completa e de saber que o lote transmite confiança. Mas são caros. Há cinco anos era mais barato. Hoje tive que dar um lance muito alto, de R$ 201 mil, para tentar comprar um terreno de 144 m2 no Guará. Estou feliz porque não ganhei. Estava caro e eu ia me arrepender depois", reclamou Wudson.

 

Custo de construção já cai
Jornal do Brasil/BR
27 de agosto de 2010


Gasto com mão de obra tem decréscimo expressivo
O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou variação de 0,22%, o que representa uma redução na velocidade de correções de preços em comparação a julho, quando a taxa havia subido em 0,62%. De janeiro a agosto, o índice ficou em 6,18% e, nos últimos 12 meses, 6,80%.


O índice de materiais, equipamentos e serviços subiu 0,38%, mas essa variação é 0,10 ponto percentual inferior à medição passada. No acumulado do ano, o custo aumentou 4,51% e, nos últimos 12 meses, 5,18%.


A contratação de pedreiros e outros profissionais do setor ainda é o que mais pesa no orçamento da obra no acumulado do ano. Porém, em comparação a julho, o custo da mão de obra teve um decréscimo expressivo, passando de 0,77% para 0,06%. Desde janeiro, a taxa acumula alta de 8,02% e, nos últimos 12 meses, 8,57%.


Na média, o custo da construção civil subiu apenas em duas capitais:
Belo Horizonte (de 0,08% para 0,44%) e Rio de Janeiro (de 0,25% para 0,40%). A única capital com oscilação negativa foi Recife (-0,04%), que registrava alta de 0,39%. Nas demais, as variações ocorreram em índices abaixo da apuração anterior: Porto Alegre (2,26% para 0,20%), São Paulo (0,29% para 0,20%), Brasília (de 1,64% para 0,16%) e Salvador (de 0,18% para 0,13%).

 

Crédito da Caixa para habitação vai a R$ 44 bi
Jornal do Brasil/BR
27 de agosto de 2010


Caixa Econômica Federal concedeu até o último dia 24 R$ 44 bilhões para finaciamentos imobiliários. Por dia, são assinados em média 4 mil contratos e a Caixa tem liberado R$ 270 milhões para a compra de imóveis, material de construção e reformas. Para 2010, a meta da Caixa era chegar a uma carteira de R$ 60 bilhões. Mas este número deve ser ultrapassado.

 

Perdas prosseguem na Bolsa
Jornal do Commercio RJ/RJ
27 de agosto de 2010


DA REDAÇÃO O Ibovespa seguiu acumulando perdas nesta quinta feira e encerrou o dia com recuo de 1,44%, aos 63.867 pontos, emendando a sexta baixa consecutiva.


Depois de um começo de pregão animador, com dados sobre emprego nos Estados Unidos melhores do que o esperado criando um cenário de recuperação para os mercados, as vendas predominaram na parte da tarde, sobretudo em papéis de construtoras e da Petrobras, determinando o fechamento no nível mais baixo desde 19 de julho. A Bovespa acumula prejuízo de 5,4% em agosto e de 6,88% no ano. O giro financeiro da sessão foi de R$ 5,47 bilhões.


As primeiras horas do pregão, no mercado doméstico e em Wall Street, foram animadoras. A queda de 31 mil no número de novos pedidos de auxílio desemprego feitos na semana passada nos EUA, favoreceu uma abertura positiva e uma aceleração das altas na Europa.


Os investidores voltaram a ficar na defensiva, no entanto, tão logo foi divulgado que o índice de atividade do Fed de Kansas City caiu para zero em agosto, ante 14 em julho.


No início da tarde, o Fed de Chicago informou que o índice industrial do Meio-Oeste subiu 2,2% em julho, para o maior patamar desde dezembro de 2008, a 81,4, mas o efeito desse último dado foi neutro. Investidores atentaram mais para uma notícia veiculada pelo jornal El Economista informando que um tribunal espanhol anulou a arrecadação de 5,1 bilhão de euros em impostos sobre valor adicionado. A notícia ressuscitou a preocupação com a situação fiscal europeia.


A cautela dos mercados foi creditada também à agenda forte desta sexta-feira, que prevê um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e a divulgação do dado revisado do PIB dos EUA referente ao segundo trimestre.


"Depois de importantes indicadores que registraram resultados muito abaixo das expectativas, os investidores estão alinhando suas apostas para um cenário mais negativo", disse o analista Gabriel Goulart, da Mercatto.


Mesmo a recuperação dos preços de commodities, como petróleo e metais, não foi o bastante para segurar os papéis das blue chips. O papel preferencial da Petrobras caiu 1,46%, a R$ 25,70. O mercado passou mais um dia fazendo contas sobre o processo de capitalização da estatal, enquanto fontes do governo e da própria empresa utilizavam a imprensa para fazer pressão por suas preferências sobre o preço do barril que será usado como base de cálculo.


Os papéis da Vale não acompanharam a alta das mineradoras europeias e sucumbiram ao mau humor geral, depois de abrirem em forte alta. Os papéis PNA cederam 0,56% a R$ 40,70 e os ON, 1,12%, para R$ 45,86.


No mercado como um todo, entretanto, a preferência do investidor foi por vendas, empurrando para baixo a cotação de 56 das 65 ações do Ibovespa. Os destaques negativos foram os setores de siderurgia, financeiro e, sobretudo, construção civil, com perdas lideradas por MRV Engenharia, a pior ação do índice na sessão, que caiu 4,15%.


Daniela Marques, analista da Oren Investimentos, afirma que os papéis do setor se retraíram por serem mais arrojados, e acompanharam a aversão maior ao risco dos analistas com o mercado brasileiro. A analista diz que não há fundamentos para as ações de construtoras continuarem a declinar e o setor imobiliário é dos mais promissores.


"A construção civil é bem atrelada à renda e ao emprego. Com o cenário de juros baixos, queda do desemprego e estímulos públicos, a tendência é que as ações de imobiliárias tenham performance superior à do índice." Parte do mercado, contudo, começou a precificar a possibilidade de novos aumentos da Selic, diante de sinais de superaquecimento da economia, como a queda do desemprego divulgada na quinta-feira, e isso pesou sobre o setor.


A Bolsa brasileira passou a acumular em agosto saldo negativo em capital externo, de R$ 80,282 milhões. Desde 6 de julho a Bovespa não registrava déficit de recursos estrangeiros. (Com agências)

 

 

Expansão imobiliária dá mais chances a corretores
Jornal do Commercio RJ/RJ
27 de agosto de 2010

 

VIVIANE FAVER
Antes tratada como opção genérica, para aqueles não tinham conseguido se encaixar em suas áreas de preferência, a profissão de corretor de imóveis está em alta. A possibilidade de ascensão rápida e remuneração elevada atrai cada vez mais os jovens.


Pesquisa feita pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) mostra que, somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 20 mil novos corretores ingressaram na área. O número é 11,5% superior ao registrado em 2009.


Com o mercado imobiliário aquecido - principalmente no Rio de Janeiro, a partir da expansão da Zona Oeste -, falta mão de obra especializada para comercializar os empreendimentos construídos e em construção. "Enquanto o número de lançamentos continuar crescendo em todo o País, mais corretores serão necessários e mais profissionais serão selecionados", afirma Mauricio Seixo, superintendente de Recursos Humanos da Brasil Brokers, um dos maiores grupos de intermediação e consultoria imobiliária da América Latina. No primeiro trimestre deste ano, a empresa ultrapassou os 10 mil corretores, com crescimento de 25% no quadro em relação a igual período de 2009.


O perfil do corretor de imóveis também tem mudado. Os requisitos profissionais crescem na mesma proporção do aquecimento do mercado. Hoje, as imobiliárias estão privilegiando aqueles que já completaram ou, ao menos, estão cursando o nível superior. Para quem quer se especializar na área, há cursos superiores de gestão imobiliária em capitais como Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.


Ter ou não o registro nos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (Creci), exigido para o exercício da profissão, já não é mais tão importante.


Diante da carência de profissionais, muitas imobiliárias recrutam potenciais candidatos a corretor e os inscrevem nos cursos de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI), passaportes para o registro.


Segundo Seixo, da Brasil Brokers, o corretor de imóveis tem, ainda, que ter boa fluência verbal, boa apresentação pessoal e ser proativo. Outra exigência é manter-se bem informado sobre os acontecimentos da atualidade, para ser capaz de conversar com seus clientes e quebrar o gelo inicial. Coisa que Roberto Marinho, 34 anos, o gerente de maior performance em vendas da Brasil Brokers no ano passado, faz bem.


Marinho morava em Conservatória quando resolveu mudarse para Niterói para trabalhar e estudar Direito. Acabou abraçando a atividade de corretor de imóveis meio por acaso. Mas, ao terminar a faculdade, a paixão pela profissão falava mais alto e ele desistiu de investir na carreira de advogado. "Nessa área, o maior receio do profissional costuma ser a inconstância da renda. É preciso manter uma reserva capaz de sustentá-lo por um período de três a seis meses", aconselha.


A Lopes Imobiliária, outra grande empresa de atuação nacional, com escritório no Rio de Janeiro desde 2006, costuma promover palestras sobre finanças pessoais, para ajudar seus corretores a administrar o próprio dinheiro. "Também costumamos auxiliar os novatos, para que façam uma venda logo no primeiro mês e não desanimem", diz a coordenadora de Recursos Humanos da empresa, Denise Maia, para quem o profissional da área deixou de ser corretor para virar consultor imobiliário.


Outro que, como Marinho, formou-se em Direito é Flávio Monteiro. Recém-chegado à Lopes Imobiliária, ele vê este como um setor em expansão. "Ainda não fiz minha primeira venda e confesso que estou ansioso, mas sei que o início é mais difícil. A receita é manter o foco", afirma.



Recuo no otimismo da indústria
Jornal do Commercio RJ/RJ
27 de agosto de 2010


DA REDAÇÃO Pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mostra que a indústria está menos otimista em agosto em relação ao mês anterior, mas as perspectivas do setor no curto prazo são positivas. O Termômetro Abramat, sondagem da entidade, apontou que 82% dos empresários entrevistados estão otimistas este mês ante 87% de julho.


Em relação ao desempenho das vendas para setembro, porém, o percentual sobe para 92%. O nível de expectativa regular aumentou de 10% no mês passado para 15% em agosto, e recuou a 8% em setembro, enquanto o pessimismo caiu de 3% neste mês e em julho para zero em setembro.


No critério ações do governo para o setor da construção nos próximos 12 meses, a parcela otimista da indústria recuou de 76% em julho para 74% este mês. Em nota, o presidente da entidade, Melvyn Fox, ressalva que a incerteza sobre a continuidade da desoneração do Imposto sobre Produtos Inudstrializados (IPI) após dezembro deste ano pode ter influenciado esse resultado, apesar da manutenção dos programas habitacionais em andamento e o crescimento do crédito imobiliário.


A pretensão de investimentos nos próximos 12 meses, por sua vez, avançou de 76% em julho para 79% este mês, o maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em maio de 2008. Em agosto do ano passado, a pretensão era de apenas 43%. Ao mesmo tempo, o nível médio de utilização da capacidade instalada manteve-se em 87% pelo sexto mês consecutivo.


CUSTOS. O Índice Nacional de Custo da Construção M (INCC) desacelerou este mês, com variação de 0,22%, ante a alta de 0,62% de julho. No ano, o índice acumula variação positiva de 6,18% e nos últimos 12 meses, de 6,8%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou alta de 0,38%, contra 0,48% no mês anterior. No índice referente a mão de obra, registrouse a elevação de 0,06%, contra 0,77% em julho.


No grupo materiais, equipamentos e serviços, o índice correspondente a materiais e equipamentos teve variação de 0,32% - no mês anterior, a taxa havia sido de 0,53%. A parcela relativa a serviços passou de taxa de 0,27%, em julho, para 0,6%, em agosto. O grupo mão de obra registrou variação de 0,06% em agosto. Em julho, a taxa havia sido de 0,77%. A desaceleração foi consequência de reajustes salariais ocorridos em Porto Alegre, onde a taxa passou de 4,24% para 0,23%.

 

PSDB menciona violação no horário eleitoral
O Estado de S. Paulo/BR
27 de agosto de 2010


Programa de Serra na TV exibe manchetes de jornais sobre o caso; episódio dos ''aloprados'' também é citado
Bruno Tavares e Ivan Fávero - O Estado de S.Paulo


A violação do sigilo fiscal de mais três integrantes do PSDB foi parar no horário eleitoral. Ontem, em seu programa noturno, o candidato tucano à Presidência, José Serra, usou as manchetes sobre o caso para levantar suspeitas contra a campanha de Dilma Rousseff (PT), sua adversária na corrida pelo Planalto.


O vídeo relembrou ainda o episódio dos aloprados - grupo de petistas detidos ao tentar comprar suposto dossiê contra tucanos nas eleições de 2006.


Na propaganda, o locutor associou o escândalo com as notícias publicadas ontem. "Mais uma vez, adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo", afirmou. "Violar Imposto de Renda é crime. A quem interessa essa armação contra José Serra? Quem está por trás disso", questionou. "Até quando o Brasil vai conviver e aceitar os escândalos, os aloprados e armações como essa?".


Assim como nos últimos programas, a investida de ontem foi inserida depois da vinheta "Serra, Presidente do Brasil", dando a impressão de que o horário tucano já havia terminado. Além de explorar o noticiário contrário à oponente, a propaganda de Serra também subiu o tom das críticas.


Pela primeira vez, focou obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que ainda não foram concluídas, como a construção de moradia popular no Rio e saneamento básico em Belford Roxo (RJ).


O candidato tucano dedicou parte de seu programa para tentar mostrar ao eleitor que não é de "parar nada que esteja andando". "Para mim, não importa quem começou, nem quem é o autor da ideia. Se está funcionando eu dou força, continuidade, eu melhoro e fico em cima para a coisa funcionar de verdade". Como exemplo, Serra citou até os Centros Educacionais Unificados (CEUs), criados na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e ampliados durante sua passagem pela Prefeitura.


Programas sociais. A peça publicitária de Dilma foi quase toda dedicada aos programas sociais implementados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petista buscou retratar o que, na visão do governo, compõe as etapas para o crescimento do País.


O primeiro programa social destacado foi o Bolsa-Família. Em vez de só retratar o seu funcionamento, a propaganda contou histórias de algumas das 2 milhões de pessoas que abdicaram do benefício por terem conseguido emprego. Uma das personagens terminou seu depoimento chamando Lula de "pai do povo". "Eu espero que Dilma Rousseff seja a mãe", disse.


Na sequencia, a campanha petista falou do Próximo Passo, ação que busca promover a qualificação social e profissional dos beneficiários do Bolsa-Família.

Por fim, destacou as obras de infraestrutura previstas no PAC, como a ferrovia Nova Transnordestina e o projeto de integração do Rio São Francisco.

 

Federação catarinense mostra oportunidades de construção civil nos Emirados Árabes
CNI/BR
26 de agosto de 2010

 


Florianópolis - As oportunidades que o mercado dos Emirados Árabes oferecem para a construção civil serão apresentadas durante o seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, em 13 de setembro. No encontro será lançada a missão empresarial brasileira aos Emirados Árabes Unidos, que ocorrerá em novembro.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) vai apresentar um estudo recente que mostra quais produtos podem ser exportados. A Câmara de Comércio Árabe Brasileira também fará uma apresentação.

Segundo o levantamento da Apex, em 2008 o setor da construção movimentou US$ 17,8 bilhões nos Emirados Árabes Unidos, que junto com a Arábia Saudita é considerado o mercado mais maduro para o segmento de casa e construção.

A pesquisa da Apex destaca que o cenário político interno dos Emirados é estável. O país está progressivamente diversificando a economia e reduzindo a dependência do petróleo. De acordo com o estudo, o mercado nos Emirados Árabes é bastante competitivo, sendo o preço um aspecto chave para quem quer exportar. Apesar dessa condição, fatores como qualidade, durabilidade e a assistência pós-venda são levados em conta na hora da compra.

A missão brasileira, organizada pela FIESC, vai participar da Big 5, maior feira da construção civil do Oriente Médio, que será realizada em Dubai, de 23 a 26 de novembro.

As inscrições para o seminário devem ser feitas no site www.fiescnet.com.br/cin .
Mais informações pelo telefone (48) 3231-4663.