CBIC CLIPPING


 

 


Obras de base precisam de mais R$ 120 bi privados
Brasil Econômico/BR
24 de agosto de 2010


Empresários veem desoneração de fundos e a criação de uma poupança imobiliária como alternativas para levantar recursos
Dubes Sônego e Juliana Elias


Depois de sete anos de aumentos consecutivos, o fôlego do governo para financiar investimentos de longo prazo em infraestrutura no Brasil parece estar chegando ao limite. E garantir a execução de todos os projetos necessários ao crescimento do país dependerá de volume crescente de dinheiro privado.


É a visão de empresários e executivos ligados ao setor, como Juan Quirós, presidente do Grupo Advento, de engenharia, construção e infraestrutura, e Felipe Jens, da Odebrecht Participações e Investimentos. "Precisamos de outros R$ 120 bilhões de dinheiro privado para começar, para um choque de qualidade", estima Quirós.


Se em 2003 os aportes estatais foram de R$ 32 bilhões, apenas R$ 6 bilhões a mais que os da iniciativa privada, no ano passado representaram o dobro, batendo nos R$ 81 bilhões, de um total de R$ 122 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdib).


Para Felipe Jens, as alternativas disponíveis hoje para financiar projetos com retorno no longo prazo no Brasil são basicamente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fundos de pensão e instituiçõesmultilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano deDesenvolvimento.


Os grandes bancos privados participam da operação,mas repassando os recursos do BNDES, avaliando e assumindo os riscos dos empréstimos. Raramente colocam recursos da própria tesouraria. "É uma realidade muito pouco vista no Brasil", afirma o executivo.


Os motivos para isso são vários. Na avaliação de Jens, umdeles é a taxa de juros futuros, que torna quase impossível para os projetos de infraestrutura competirem em rentabilidade com títulos do governo. Outro problema é a baixa liquidez de papéis de projetos de infraestrutura. "Os bancos têm dificuldade de negociá-los no mercado secundário", afirma.


Por fim, Jens avalia que,mesmo após as leis leis de concessões, de 1995, e de Parcerias Público-Privadas (PPPs), de 2004, a maioria dos projetos continuou a ser bancada pelo governo. "Quando a responsabilidade pela construção for transferida para a iniciativa privada, tendem a surgir mais papéis do gênero", diz.


Uma alternativa para acelerar o processo seria a concessão de isenção fiscal a papeis emitidos para financiar projetos de longo prazo. Algo que o governo já divulgou que está estudando. Menos impostos garantiriam maior competitividade frente aos títulos públicos, por exemplo, e, pelo menos em tese, atrairiam mais investidores.


Quirós, por sua vez, acredita que a solução pode estar na estruturação de uma poupança imobiliária, com retorno ligeiramente maior que o da poupança tradicional, e de fundos de infraestrutura especializados. "É o pequeno poupador que gera volume", diz Quirós.


Além disso, continua ele, os fundo de investimento em infraestrutura que existem hoje são uma salada, e fica difícil saber que setores estão gerando maior rentabilidade. Uma incerteza que afasta investidores.


Nos dois casos, o papel do governo seria o de indutor, com a criação dos fundos no Banco do Brasil ou na Caixa, pressionando os bancos privados para que sigam o mesmo rumo, como aconteceu na concessão de crédito para consumo.


A grande dúvida para Jens é o real tamanho do mercado no Brasil para a pulverização de títulos de infraestrutura. "Não tenho certeza se seriam suficientes para bancar tudo", afirma.


Por isso, o Brasil deveria pensar em como atrair grandes fundos de pensão internacionais, bancos, investidores institucionais e fundos soberanos, que hoje compram títulos públicos do país. Emprestar de bancos lá fora é uma alternativa menos viável, por causa do risco cambial embutido em projetos de longo prazo.
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"Uma solução possível seria a criação de uma poupança imobiliária, com retorno ligeiramente maior que o da tradicional. É o pequeno poupador que gera volume" _________________________________
"A taxa de juros futura no Brasil torna quase impossível para os projetos de infraestrutura competirem em rentabilidade com os títulos do governo"

 

Consumidor será indenizado por atraso na entrega de obra
O Tempo/MG
24 de agosto de 2010


Depois de esperar cerca de dois anos e meio a mais que o definido em contrato para receber as chaves do seu apartamento novo, o instrutor de vendas Geudi Alves Guimarães Júnior conseguiu na Justiça o direito de receber da construtora indenização por danos morais e materiais.


A decisão do Tribunal de Justiça confirma o entendimento da primeira instância, que havia julgado o caso em novembro de 2009. Na época, a construtora recorreu.


A indenização por danos materiais foi fixada em 1% do valor do contrato para cada mês de atraso. O apartamento foi comprado por R$ 68 mil em 2006, o que significa R$ 680 por mês de atraso, fora a correção. Ele receberá também R$ 15 mil em danos morais. O diretor da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), entidade que moveu a ação, Lúcio de Queiroz Delfino, estima que Geudi Alves deve receber cerca de R$ 40 mil.


Geudi conta que o contrato previa a entrega do apartamento para julho de 2007, mas as chaves só foram entregues em fevereiro deste ano, depois que ele ingressou com a ação judicial. Neste período, ele teve que arcar com a prestação e com o aluguel, o que desorganizou suas finanças. "Tive que trancar a faculdade por um ano porque não conseguia pagar", lembra. O aluguel também foi em um imóvel de padrão inferior ao que ele comprou, já que não conseguia arcar com uma despesa mais caro.


Ele reclama também que não conseguia obter atendimento satisfatório nem informações sobre o imóvel pelos canais de atendimento da construtora. Em sua decisão, o relator do processo no TJMG, desembargador Nicolau Masselli, diz que "o abalo e os transtornos gerados pela situação extrapolam o limite de meros aborrecimentos". Agora, Geudi pretende usar a indenização para amortizar o saldo devedor do próprio imóvel. Ele ainda tem dois anos de financiamento pela frente.


Outro lado
Tenda. A construtora Tenda, responsável pelo condomínio Betânia Park, onde fica o imóvel do consumidor, foi procurada, mas até o fechamento desta edição, não havia respondido à reportagem.


BRUNO FIGUEIREDO 23.10.2009
Punição. Atraso na entrega do imóvel pela construtora gera multa de 1% do valor do bem ao mês FOTO: BRUNO FIGUEIREDO 23.10.2009


Punição. Atraso na entrega do imóvel pela construtora gera multa de 1% do valor do bem ao mês


Favorável Decisão abre precedente
A decisão em favor do mutuário abre precedentes para que outros consumidores que tenham problemas com atraso na entrega de obras também recorram à Justiça. O diretor da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Lúcio de Queiroz Delfino, explica que a sentença consolidou a aplicação do Código de Defesa do Consumidor ao setor imobiliário.


Ele explica que o CDC prevê que, da mesma maneira que o consumidor paga multa quando atrasa uma prestação, o fornecedor do bem ou serviço também tem que ser penalizado se não cumpre o contrato. Por isso, a indenização por danos materiais pode ser pleiteada mesmo se a multa à construtora não estiver prevista em contrato. Ele explica que cláusulas muito desfavoráveis ao consumidor podem ser anuladas na Justiça.


Já no caso do dano moral, a indenização depende de cada caso. "A pessoa tem que provar que houve realmente um dano", afirma. Ele cita como exemplos que podem gerar a indenização, um casamento que tenha sido adiado porque o imóvel não ficou pronto, quando a pessoa tem que alugar um imóvel para viver enquanto espera a conclusão da obra ou se a família matriculou os filhos em uma escola perto da futura casa e teve que trocar porque o prazo não foi respeitado. (APP)


Correção Indexador deixa parcela mais cara
Quando a construtora atrasa a entrega do imóvel, o consumidor arca com a alta da parcela normalmente paga na entrega das chaves. O diretor da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH), Lúcio Delfino, explica que a correção pelo indicador fixado em contrato - normalmente é o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) - é cobrada mesmo se o atraso ocorrer por culpa da construtora.


Ele alerta ainda que o indicador vem subindo muito, tendo chegado a 4,49% de janeiro a julho deste ano. "Ele deve fechar o ano acima da inflação", alerta. Delfino diz que a correção é devida pelo consumidor, mas para não ser surpreendido pelo valor acrescido ao previsto, o ideal é acompanhar a evolução do indicador e fazer uma reserva financeira.


A correção também pode deixar as parcelas mais caras com o passar dos meses. Por isso, se puder amortizar o saldo devedor, é melhor reduzir o tempo de contrato do que o valor das parcelas. (APP)

 

Indústria da construção ganha aliado tecnológico
Diário do Comércio - MG/MG
24 de agosto de 2010

 

Obras Online soma mil usuários.
SAULO BARBOSA.
DIVULGAÇÃO
Banco de dados da Obras Online possui 7,5 mil projetos e lançamentos
Reunir e comercializar, através de um banco de dados, o maior número de informações sobre o mercado da construção em todo o Brasil. Esse é o negócio da mineira Obras Online, que possui em sua carteira de clientes 200 fornecedores e, pelo menos, mil usuários ligados ao setor em todas as regiões do país.


De acordo com o diretor de Marketing da empresa, Roberto Dias, o catálogo de informações do mercado brasileiro de construção é atualizado constantemente incluindo uma grande variedade de obras de todos os portes.


O objetivo, conforme Dias, é ofertar aos usuários dos sistemas criados pela empresa um raio x sobre as atividades do setor em praticamente todos os estados da federação.


Atualmente, o banco de dados da Obras Online possui 7,5 mil projetos e lançamentos nas áreas residencial, comercial e de infraestrutura. Segundo Dias, esse é o maior catálogo desde que a companhia foi criada, em 2002. Ao longo desses 8 anos, a Obras Online monitorou 25 mil projetos em todas as regiões brasileiras.


"Quando os investidores possuem informações concretas sobre o nível de atividade em cada região do país e as perspectivas que os negócios geram eles passam a ter muito mais segurança e confiança em relação às medidas que devem tomar. Dessa forma, fica mais fácil identificar nichos e estabelecer prioridades", disse.


Balanço - Na esteira do crescimento do mercado nacional de construção, a Obras Online registrou no primeiro semestre de 2010 incremento de 30% no faturamento na compração com os primeiros seis meses do ano passado. No acumulado do ano, o diretor de Marketing disse que aposta em uma alta de até 40% nos negócios em relação a 2009.


Mesmo sem revelar valores, ele disse que neste ano foram feitos investimentos na atualização dos sistemas de informática e na reformulação do site . Não há previsão de novos aportes até o final de 2010.


Na avaliação de Dias, quando uma empresa se torna usuária dos serviços da Obras Online isso sinaliza que os investidores passam a ver na oferta de informações melhores oportunidades de negócios. "Quando dados concretos passam a fazer parte do dia a dia dos investidores a tomada de decisão é mais segura. As margens de erros ou perdas caem significativamente", disse.


Ele observa que, por questões culturais, empresas que não possuem o hábito de estudar mercados preocupam-se em vender grandes quantidades. Dessa forma, segundo Dias, tem início um processo de conquista de espaço que, muitas vezes, fracassa. "Essa é a grande questão. Vender é fundamental, mas vender com rentabilidade garantida é muito mais importante", avaliou.


O executivo defende que a qualidade da informação utilizada na prospecção de novos negócios possui valor incalculável. "Um conteúdo bem administrado é absolutamente estratégico tanto em momentos de crise quanto de prosperidade. Cada vez mais empreendedores estão percebendo esta realidade, por isso estamos otimistas em relação ao futuro dos negócios", disse.


Hoje, a Obras Online gera 45 empregos diretos. De acordo com Dias, há perspectivas de novas contratações nos próximos meses, mas ainda não houve definição sobre quanto o quadro de funcionários deverá crescer.


Apesar de não revelar detalhes, Dias adiantou que a empresa estuda a possibilidade de criar filiais em outras oito capitais brasileiras. Por enquanto, além de Belo Horizonte, há uma unidade na capital paulista. "A Obras Online está se preparando para um processo de expansão nos próximos anos", disse.


Voto em troca de teto
Correio Braziliense/BR
24 de agosto de 2010


Pelo menos 10 concorrentes à Câmara Legislativa fazem promessas que podem inchar ainda mais o Distrito Federal. Entre os candidatos ao Buriti, o ex-governador Roriz avisou: se eleito, vai aumentar cidades e entregar mais lotes


Ricardo Taffner
Existem temas recorrentes em todas as eleições. No Distrito Federal, um assunto que mexe com boa parte da população e dos candidatos é a habitação. Entra e sai campanha e as promessas são as mesmas: regularizar condomínios, garantir moradia para todos por meio de doação ou financiamentos de lotes, entregar escrituras, legalizar novas cidades. E, mesmo com o crescimento desordenado do DF, as promessas continuam na ordem do dia. A questão mobiliza tanta gente que, em todos os pleitos da última década, sempre foi eleito pelo menos um representante do setor. Na Câmara Legislativa, seis políticos foram escolhidos, em momentos diferentes, com a bandeira da habitação. Agora, pelo menos 10 candidatos se apresentam para responder sobre a área na Casa.


Quando o assunto é moradia, o primeiro nome a ser lembrado é o do ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Em quatro mandatos e 14 anos à frente do Executivo local, ele é considerado o maior responsável pelo inchaço populacional da capital da República. Roriz se orgulha de ter doado milhares de lotes e criado diversas cidades, como Samambaia, Riacho Fundo e Recanto das Emas. Agora, aonde vai, promete dar continuar a essa política. Não deixem invadir as áreas que estão vazias. Aqui tem lugar para todos , garantiu, em um de seus comícios.


Em 1998, o programa de Roriz previa a regularização dos condomínios. Ele venceu as eleições e na disputa seguinte, em 2002, a doação de lotes pautava diversos discursos, apesar da resistência da coordenação de campanha na época. A avaliação dos coordenadores era de que o assunto conquistava os votos de uma parcela do eleitorado, mas perdia os de outra. Nas propagandas eleitorais na televisão, eles conseguiam vetar a proposta, mas, no corpo a corpo, Roriz prometia o que desejava.


Segundo o assessor de imprensa do ex-governador, Paulo Fona, Roriz não tem prometido mais lotes. Apenas pontua a moradia como uma questão fundamental. É o jeito dele falar , defende. Ele diz que o candidato do PSC pretende financiar, por meio do Banco de Brasília (BRB) e outras instituições financeiras, 120 mil apartamentos e permitir a ampliação do gabarito dos lotes onde não houver tombamento. Como fez em outras cidades, no último domingo, Roriz prometeu entregar as escrituras dos lotes aos moradores de São Sebastião. Se possível, vou aumentar a cidade. Quantas pessoas não têm lote no DF? , questionou.


Distritais
Na Câmara Legislativa, muitos deputados devem os mandatos aos votos conquistados entre os setores de habitação. Paulo Roriz (DEM), Raimundo Ribeiro (PSDB), Batista das Cooperativas (PRP) são alguns deles. Mas a Casa já foi palco de escândalos entre os representantes das questões territoriais. O ex-distrital José Edmar (PSDB) foi preso em julho de 2003 e permaneceu por 29 dias na carceragem da Superintendência da Polícia Federal do DF. Ele foi acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva, parcelamento irregular do solo e lavagem de dinheiro.


Agora, Edmar tenta retornar à Câmara. O PTdoB tentou impugnar o candidato com base na Lei da Ficha Limpa, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF afirmou que a ação era improcedente porque deveria ter sido apresentada pela coligação e não pelo partido. Disputando o mesmo segmento está um ex-assessor dele. Pedro Cezar Maravalho (PTC), conhecido como Pedro Barbudo, atuou ao lado de Edmar no início da década, mas agora está separado do ex-distrital. Na ficha de Barbudo consta uma condenação pela Justiça Federal por promover, em 2001, ocupação irregular de solo e loteamento de terras da União. Apesar disso, ele continua agindo no setor. No início deste ano, Barbudo foi apontado pela Polícia Civil como o líder de uma invasão de área pública no Itapoã.
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O que eles alardearam foram as regularizações ambientais e urbanísticas, mas o principal problema está na questão fundiária. Sem resolver os entraves sobre as posses das terras, não é possível conquistar a escritura definitiva
Júnia Bittencourt, candidata a distrital pelo DEM
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O número
360 mil
Total de pessoas que esperam por um lote na fila da Companhia Habitacional do Distrito Federal
Faltam 40 dias para o 1º turno

 

Fabricantes de elevadores apostam em expansão no País
DCI OnLine/SP
24 de agosto de 2010


SÃO PAULO - O crescimento acelerado da construção civil, a Copa do Mundo, as Olimpíadas e o pré-sal estão animando gigantes mundiais da fabricação de elevadores a planejar mais investimentos no Brasil. A norte-americana Otis Elevadores e a alemã ThyssenKrupp Elevadores ganharam novo ânimo com essas perspectivas de negócios e fabricam no País produtos cada vez mais sofisticados. "Podemos oferecer elevadores no mercado nacional que podem chegar a R$ 1 milhão", diz o diretor comercial da ThyssenKrupp, Paulo Henrique Estefan. A empresa está ampliando a sua fábrica, localizada em Guaíba (RS), para aumentar a capacidade de produção e atender a demanda.


Segundo o executivo da ThyssenKrupp, os novos edifícios brasileiros demandam cada vez mais produtos que, além de sofisticados, devem ser ecológicos. "Trabalhamos dentro do conceito de green building, ou construção sustentável, uma tendência mundial com forte aplicação no Brasil", explica.


Especializada em elevadores, escadas rolantes e fingers - as "passarelas" que ligam o saguão dos aeroportos diretamente aos aviões -, a ThyssenKrupp Elevadores vê grandes oportunidades de aumentar a sua presença no País. "O crescimento do setor de construção civil, com a implantação dos programas governamentais como o 'Minha Casa, Minha Vida', além da chegada da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, criam uma perspectiva de muitos negócios, como a construção de mais residências, metrôs, vilas olímpicas e estádios de futebol", detalha Estefan.


As reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal do litoral brasileiro também são foco de negócios da ThyssenKrupp Elevadores. A empresa dedica-se a atender os negócios de elevadores no segmento marítimo, e as perspectivas, segundo o gerente comercial, são muito promissoras no País com o pré-sal. A empresa também produz uma linha de dispositivos elevatórios que facilitam o deslocamento de pessoas de mobilidade reduzida. "O objetivo da ThyssenKrupp é fazer de qualquer empreendimento com desníveis um local de fácil acesso a todos os clientes e visitantes", diz Estefan.


A Otis, que lidera o mercado global de elevadores, afirma que o Brasil está entre os dez principais mercados da companhia no mundo, ao lado de China, Índia e Rússia. "Os elevadores estão cada vez mais sustentáveis no Brasil", diz o diretor de Marketing e Vendas da Otis Brasil, Júlio Bellinassi.
Dentro do conceito de sustentabilidade, está no impacto da energia elétrica consumida pelos elevadores o maior apelo ecológico dos novos produtos. Na ThyssenKrupp, a modernização dos elevadores fez o consumo de energia ser reduzido em até 40%. "Hoje, a empresa oferece elevadores com sistema regenerativo. Na prática, o sistema permite a utilização de parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento para a rede elétrica interna da edificação", afirma Estefan. Segundo ele, cerca de 25% a 35% da energia elétrica consumida pelo elevador pode ser devolvida à rede elétrica.


A Otis utiliza em seus elevadores um drive que reduz em até 75% a energia utilizada se comparado a drives não regenerativos. O diretor da empresa explica que o equipamento se alimenta geralmente de energia perdida e a devolve à rede elétrica do prédio. "O drive reduz os custos de operação, proporcionando uma economia anual significativa", afirma Bellinassi. Tanto a Otis como a ThyssenKrupp trabalham com sistemas que gerenciam o tráfego dos elevadores. O objetivo das empresas é diminuir filas de espera, aglomeração de pessoas em frente aos elevadores, cabinas lotadas e muitas paradas ao longo da viagem. "A Otis oferece um sistema de antecipação de chamadas que agiliza o desempenho do elevador", explica o diretor.


Já a ThyssenKrupp oferece um sistema semelhante, que pode agrupar num único elevador pessoas que vão ao mesmo andar ou a andares próximos, reduzindo o tempo de operação dos equipamentos. "O sistema diminui o tempo de espera no andar e de viagem da cabina, com mais conforto ao usuário", explica o gerente da ThyssenKrupp. Ambas as empresas apontam como principal vantagem do sistema a economia no consumo de energia.
Máquinas sem engrenagens também integram o portfólio de produtos sustentáveis da ThyssenKrupp Elevadores.


Indústrias têm consumo recorde de energia
Jornal do Brasil/BR
24 de agosto de 2010


Demanda do setor foi 13,7% superior ao registrado no ano passado
O consumo industrial de energia elétrica no Brasil bateu o recorde histórico no mês de julho, alcançando 15.915 gigawatts-hora (GWh). Isso equivale a uma demanda 13,7% superior a igual período em 2009. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o recorde anterior foi de 15.823 GWh , registrado em agosto de 2008.


Dados da Resenha mensal do mercado de energia elétrica relativa a julho de 2010, divulgados ontem pela EPE, indicam que o total de energia consumida no país foi de 34.382 GWh no mês passado - alta de 8,4% frente ao mesmo período, em 2009.


A média de consumo nos primeiros sete meses do ano foi de 157,2 quilowatts-mês (kW-mês). De acordo com a EPE, esta é a maior média de consumo desde 2001, quando as residências apresentaram um consumo médio de 163 kW-mês.


As regiões Norte e Nordeste continuam apresentando forte expansão, ambas com taxa de crescimento de 13,9% no mês de julho, frente a julho de 2009. A EPE credita isso ao fato de as regiões terem sido as principais beneficiadas pelo aumento de renda, pelos programas sociais do governo federal e pelo aumento da posse de equipamentos eletrônicos.


Já o consumo comercial cresceu 4,5% na comparação com julho de 2009, chegando a 5.220 GWh. Apesar de ser a primeira vez que o crescimento mensal dessa categoria fica abaixo de 5%, a taxa acumulada até julho mostra um crescimento ainda expressivo, de 6,7%, e atinge diversos ramos, como veículos, motos, peças, móveis, eletroeletrônicos, informática e materiais de construção.


As regiões Norte e Nordeste também receberam destaque da EPE neste grupo, com taxas de crescimento de 9,8% e 9% respectivamente, motivados pelas condições favoráveis de crédito e pelo incremento da massa salarial. De acordo com a EPE, isso acabou alavancando as atividades de comércio e serviços.


Lula diz que críticas ao BNDES são 'descabidas'
O Estado de S. Paulo/BR
24 de agosto de 2010


Renée Pereira
Em evento com empresários, presidente defendeu investimentos do banco estatal


O coro em defesa da atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na economia foi engrossado ontem por um discurso acalorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para centenas de empresários e representantes de classe, em São Paulo.


Na avaliação dele, as críticas dirigidas aos investimentos financiados pelo banco estatal, com aporte de R$ 180 bilhões concedidos pelo Tesouro Nacional, são descabidas e contraditórias.


"Omite-se deliberadamente o retorno tributário dessas operações, bem como a expansão da capacidade instalada que ela produz ao incrementar a demanda por máquinas, gerar empregos e promover a competitividade do parque produtivo nacional", acusou o presidente, durante evento promovido pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).


Um exemplo, diz ele, é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve efeito multiplicador em vários setores da economia. "As vendas de máquinas para a construção pesada cresceram 17% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado."


Segundo Lula, a mesma omissão ocorre com as críticas em relação a Medida Provisória 495, que permite ao governo federal direcionar compras de produtos e serviços para a indústria nacional. "O nome disso é coerência estratégica. Não se pode cobrar competitividade e evocar a defesa da indústria brasileira apenas com palavras."


Além disso, completou ele, menosprezar as interações entre políticas públicas e atividade produtiva no setor privado custou ao Brasil um apagão elétrico em passado recente - referindo-se ao racionamento de 2001, durante a administração de Fernando Henrique Cardoso. Na época, o governo foi acusado de não investir - ou não dar condições - na expansão da oferta de eletricidade. "Hoje o Brasil tem três das cinco maiores hidrelétricas em construção no mundo: Santo Antônio e Jirau (no Rio Madeira) e Belo Monte (no Rio Xingu)."


Lula afirmou ainda que até 2013, serão acrescentados ao volume atual de investimentos cerca de US$ 775 bilhões. Deste total, mais da metade (US$ 477 bilhões) se destina ao setor de infraestrutura. Seguindo a tendência dos últimos anos, boa parte desse montante deverá vir do BNDES. O que para Lula é natural. Afinal, disse ele, o banco estatal existe para financiar a indústria nacional.


Em tom de despedida, o presidente elogiou os avanços da economia e da infraestrutura nacional, mas reconheceu que alguns entraves ainda merecem atenção especial. Um deles é a questão da paralisação de obras por causa de suspeitas de irregularidades, que não são comprovadas, afirmou Lula, numa clara referência à atuação do Tribunal de Contas da União (TCU).


Ele citou como exemplo, a construção de um metrô que ficou parado durante quatro meses por suspeita de sobrepreço nas licitações. "Nada foi comprovado e as obras foram retomadas. Agora quero saber quem se responsabiliza pelos prejuízos causados durante todo esse tempo?", questionou o presidente.


Segundo ele, outra obra problemática é a Ferrovia Transnordestina. Desde a decisão de retomar o projeto até agora foram 5 anos e 31 reuniões para fazer as obras deslancharem - embora seja um investimento privado, a desapropriação da área é de responsabilidade dos governos estaduais. "Se vocês tivessem de passar por todo controle que o governo passa para fazer uma obra, vocês não conseguiriam nem colocar o telhado de suas fábricas."


Na avaliação de Lula, esse é um ponto que exige aperfeiçoamentos. "Precisamos ter mecanismos para que a fiscalização seja rígida mas rápida."

 

Prolongamento da Litorânea é discutido
O Estado do Maranhão/MA
24 de agosto de 2010


Ronaldo Rocha
Da equipe de O Estado
O Ministério Público Federal (MPF) e a Prefeitura de São Luís divergem em seus posicionamentos sobre a questão ambiental que diz respeito ao prolongamento da Avenida Litorânea. O tema foi abordado ontem em Audiência Pública realizada no auditório do Sesc Turismo, no Olho d'Água. A audiência havia sido solicitada pelo MPF e pelo Ministério Público Estadual (MP). De acordo com o Município, a obra estaria orçada em R$ 25 milhões e tem um prazo de seis meses para conclusão.


O procurador da República no Maranhão, Alexandre Soares, afirmou que o projeto apresentado pelo Município, que prevê a construção de um novo Anel Viário em São Luís - cuja primeira etapa seria o prolongamento da Litorânea - vai de encontro ao que determina a legislação ambiental, que admite intervenções em praias, dunas e/ou áreas de preservação somente quando não há alternativas de intervenções viáveis para o projeto. "Observamos, ao ler o Estudo de Impacto Ambiental, que não foram analisadas alternativas, como, por exemplo, intervenções na Avenida dos Holandeses ou em outras vias da capital. Para a legislação ambiental, construções em áreas como aquela são última opção", garantiu.


Para o MPF, é necessário, portanto, que a Prefeitura realize novo estudo e elabore outro projeto que contemple intervenções em áreas que não sejam de preservação ambiental. "Primeiro deveriam ter sido analisadas outras possibilidades de intervenção, para depois verificar a duplicação da Litorânea. Afinal, porque afetar uma área que, por lei, é preservada, se existe alternativas?", indagou.


Sem alternativa - Ao contrário da contestação do procurador da República sobre os estudos apresentados pela Prefeitura, o secretário municipal de Urbanismo e Habitação, Domingos Brito, garantiu que não há alternativa viável a não ser o prolongamento da Litorânea. "Todas as alternativas foram estudadas. A verdade é que nossos bairros estão obstruídos e com isso temos poucas avenidas. Então, o ideal seria o prolongamento dela, pois vai atender todos os bairros da capital", disse. "O Ibama já avaliou positivamente o projeto", completou, quando questionado sobre os impactos ambientais causados na orla marítima.


O procurador da República afirmou que já há impugnações verbais sobre o caso e que foi instaurado um Inquérito Civil Público para acompanhar o processo. Existe uma ação na Justiça Estadual e outra na Justiça Federal, segundo Alexandre Soares.


Dezenas de representantes de entidades, de associações e de pastas dos governos estadual e municipal participaram da audiência. Mário Ferreira Dias, proprietário de restaurante e pousada no Olho d'Água, ficou insatisfeito com o projeto. "Viemos para cá acreditando que a avenida seria estendida até a entrada do Olho d'Água, o que não vai acontecer. O projeto prevê o prolongamento apenas de pouco mais de 1 quilômetro, o que não chega à entrada principal da praia, hoje tomada por esgoto, lixo e buracos", indignou-se.


Estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), também participaram das discussões, assim como pesquisadores, engenheiros, professores, empresários e proprietários de bares situados no local.


Investigação - Sábado, dia 21, O Estado informou que o Ministério Público Estadual investiga a Prefeitura de São Luís sobre a contratação sem licitação do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da obra de prolongamento da Avenida Litorânea. Documento do Município afirma que o estudo foi doado pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon), mas documento registrado no Crea mostra que o EIA/Rima foi produzido pela empresa piauiense de consultoria Consplan.


O mesmo documento apresentado seria um termo de doação do Sinduscon de 25 de agosto de 2009, assinado pelo presidente do sindicato, João Alberto Mota Filho. O termo é uma cópia simples de um documento particular, que não possui a firma reconhecida de seus signatários.


Mais
Segundo a denúncia do MP, o processo de ampliação da Av. Litorânea feito pela Prefeitura de São Luís indica situação de grave risco ao meio ambiente e à probidade ambiental. Para o MP, a gestão municipal contratou e pagou por um Estudo de Impacto Ambiental deficiente.



Negócios & Cia
O Globo/BR
24 de agosto de 2010

 


Construção desacelera emprego
Sinduscon-Rio reduz previsão de abertura de vagas este ano de 25 mil para 20 mil
As estatísticas do CagedMinistério do Trabalho em julho expuseram uma contradição da construção civil fluminense.


Ao mesmo tempo em que sofre com o apagão da mão de obra de alta qualificação (leia-se engenheiros, arquitetos e calculistas), o setor desacelerou a contratação em escala de profissionais de formação básica. Enquanto no Brasil as construtoras elevaram em 55% a abertura de postos de trabalho (38.382) em relação a junho, no Estado do Rio o ritmo diminuiu. Levantamento do Sinduscon-Rio mostra que a construção fluminense abriu 2.120 vagas em julho, contra 3.432 no mês anterior. Na capital, o saldo foi de 705 postos; em junho, foram 1.218. O freio nas admissões já fez o sindicato patronal reduzir a estimativa de geração de empregos em 2010.


Em vez dos 25 mil previstos anteriormente, serão 20 mil, diz o diretor-executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes. "A desaceleração que começou em julho deve se estender por este semestre.
A recuperação do setor em 2009 foi muito forte e exigiu muita contratação.


Agora, as obras estão chegando ao fim e as novas não estão sendo suficientes para absorver todos os trabalhadores dispensados", explica Mendes Gomes. Nos 12 meses terminados em julho, a construção civil criou 14.542. Um ano antes, o saldo era de 18.765. O melhor ano para o emprego na construção no Rio foi 2008, quando foram criadas 35 mil vagas.


Aluguel em BH aumenta 13% em apenas 1 ano
O Tempo/MG
24 de agosto de 2010

 

 

O valor do aluguel residencial em Belo Horizonte aumentou 13,82% nos últimos 12 meses devido à grande procura e pouca oferta de imóveis no mercado. O preço para locação acumulou alta de 8,66% nos sete primeiros meses de 2010. Em julho, por exemplo, quando a inflação foi de 0,08%, o aluguel chegou a valorizar 1,35%, segundo pesquisa da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e do Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead).


Na capital mineira, o valor do aluguel comercial também registrou elevação de 1,42% em julho e acumula alta de 19,06% em um ano. O preço para locação de andares corridos representou uma variação de 1,36% em relação a julho, enquanto as salas tiveram variação de 2,67% e as lojas, 1,36%. "A boa notícia é que, nos últimos 12 meses, o índice de oferta de imóveis comerciais está positivo. A médio prazo, o aumento acumulado da oferta de 14,18% poderá atender à demanda presente e os preços do aluguel vão baixar", afirma o presidente da CMI/Secovi-MG, Ariano Cavalcanti.


Segundo o gerente da imobiliária Rio Doce, Joel Gomes, a nova lei do inquilinato também contribuiu para a alta do aluguel residencial. "Apesar de o preço ter aumentado muito, os clientes estão à procura de imóveis para alugar. Em média, conseguimos fechar mais de três contratos por mês", avalia Gomes. Localizada na região da Pampulha, a demanda na imobiliária é maior para aluguéis residenciais de casas e apartamentos que custam cerca de R$ 700 por mês em alguns bairros como o Jaraguá, por exemplo.


Reajuste foi maior para os apartamentos
Segmentada por tipos imobiliários, a alta no preço do aluguel residencial foi maior para os apartamentos, de 1,34% em julho de 2010. Barracões também apresentaram aumento de 2,06% e casas, de 1,06%.


Com relação à oferta de imóveis residenciais para locação, a pesquisa constatou queda de 0,83% em julho, e o acumulado dos sete primeiros meses de 2010 é de -12,20%. A oferta caiu 2,91% para apartamentos. (Da redação)



Financiamento aquece mercado imobiliário no país
Revelia Notícias/PR
24 de agosto de 2010

 

Para o corretor de imóveis Júlio César Beneluzi, o mercado imobiliário vive um momento inédito, puxado principalmente por financiamentos da Caixa Econômica Federal. Ele calcula que no primeiro semestre desse ano já se vendeu mais imóveis que em 2009 todo.


Beneluzi explica que financiamentos como aquele voltado ao programa federal "Minha Casa Minha Vida" ajudou no bom desempenho do setor. Tal situação resultou ainda em grande movimentação no mercado, comenta o jovem corretor.


Diante do mercado imobiliário aquecido, Beneluzi chama também a atenção para o preparo do profissional que atua naquela área. Ele defende que, além de ser um agente de negócios, o corretor de imóveis é também o realizador do maior sonho de todos brasileiros, o sonho da casa própria.


Ao lado de Oswaldo Gomes Sobrinho, o jovem Julio César Beneluzi responde pela Confia Imóveis, estando devidamente qualificado para atuar no mercado, assim como credenciado ao Creci/PR (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná).


A Confia Imóveis se localiza na avenida Rio de Janeiro, nº 710, próximo ao Banco do Brasil e em frente à loja Gata Bacana, em Assaí. O telefone é (43) 3262-1569 ou 8403-7371.



Venda de casas desaba e já ameaça levar EUA à recessão
Valor Econômico/BR
24 de agosto de 2010


Imóveis Setor, que costumava liderar a retomada, agora pode sufocá-la
Willis John e Bob Gittelsohn Bloomberg


O setor habitacional arrancou os EUA de 7 das últimas 8 recessões. Desta vez, os imóveis podem sufocar a recuperação. As vendas de casas despencaram depois que um crédito tributário federal beneficiando os compradores expirou em abril. A partir de então, a retomada puxada pela produção, que começou no segundo semestre de 2009, está se dissipando, com uma alta nos pedidos de seguro-desemprego e queda nas encomendas às fábricas.


"Se o número de retomadas de imóveis por falta de pagamento continuar crescendo e pressionar os preços domésticos, isso poderá reconduzir a economia à recessão", disse Celia Chen, economista da Moody"s Analytics. "O mercado imobiliário e a economia estão intimamente interligados." Os gastos com construção de casas e itens como mobiliário e fogões corresponderam a cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, segundo a Moody"s Analytics. O mercado imobiliário também pode, indiretamente, influenciar os gastos dos consumidores. Quando os preços do imóveis subiram, em meados da década de 2000, as pessoas usaram o aumento de sua riqueza para arcar com o custo de carros e férias. Depois que os preços caíram, os proprietários "queimaram sua gordura" e limitaram seus gastos.


Um relatório a ser divulgado hoje pela Associação Nacional de Corretores Imobiliários deve mostrar que as vendas de casas usadas emjulho caíram 12,9%, em relação a junho, na maior queda mensal em 2010, segundo a mediana das estimativas de economistas consultados pela Bloomberg.


Economistas preveem que a venda de casas novas, que representa menos de um décimo das transações imobiliárias, permaneceu, no mês passado, no seu segundo mais baixo nível. "O setor habitacional continua num marasmo", disse Jeffrey Frankel, professor de Harvard e membro da comissão de datação do ciclo econômico do National Bureau of Economic Research, árbitro oficial de quando recessões começam e terminam nos EUA.


Com 14,6 milhões de americanos desempregados, os mutuários da casa própria estão em dificuldades para manter suas propriedades. Um em cada sete financiamentos habitacionais não estava com pagamentos em dia no primeiro trimestre, um recorde de alta segundo registros que datam de 1979. O número de casas retomadas provavelmente passará de 1 milhão neste ano, diz a RealtyTrac, especializada nesse tipo de dados.


Os esforços federais para ajudar têm tido pouco sucesso. Em 1,31 milhão de modificações em condições contratuais de financiamentos iniciadas sob o programa do governo Obama chamado Home Affordable Modification (para tornar os financiamentos mais viáveis), 48% dos contratos foram cancelados até o final de julho, informou o Departamento do Tesouro.


Mais da metade de todos os mutuários que conseguiram modificações em seus contratos de financiamento faltaram novamente comos pagamentos num prazo de 12 meses, segundo o Birô Controlador da Moeda dos EUA.


O "estoque-sombra de casas" (número de moradias retomadas ou inadimplentes que terminarão sendo colocadas à venda) era de 7,3 milhões no primeiro trimestre, segundo Laurie Goodman, analista da Amherst Securities, de Nova York, uma corretora de títulos do setor hipotecário. E as casas que vão entrando no mercado colocam os preços sob mais pressão, e os compradores esperarão até encontrar negócios mais favoráveis.


Entre esses caçadores de casas que não conseguem acesso ao mercado estão Marion e Jim Lasswell, que disseram passar a maioria dos fins de semana olhando casas à venda nas proximidades de Raleigh, Carolina do Norte. Seu emprego como engenheiro da iRobot Corp é seguro, o crédito do casal é bom e eles têm guardado dinheiro suficiente para cobrir cerca de 20% do valor de uma casa, disse Marion Lasswell. Mas eles não creem que o mercado tenha chegado a seu ponto mais baixo.


"Ainda estamos vendo os preços caírem", diz Lasswell, 38, enfermeira registrada. Ela disse que não vai fechar um negócio "até que surja uma oportunidade excelente". Os preços das casas caíram 33% desde o pico em julho de 2006 até o mínimo em abril de 2009, pelo índice S&PCase-Shiller. Eles poderão cair mais 20% até 2012, se o país entrar de novo em recessão, segundo a Moody"s Analytics.


O PIB cresceu menos de 1,5% no segundo trimestre, o menor ritmo desde o começo da recuperação, segundo a mediana das previsões dos economistas numa pesquisa da Bloomberg. É uma queda em relação à taxa de 2,4% inicialmente divulgada pelo Departamento do Comércio no mês passado.


Os gastos dos consumidores cresceram 1,6% no segundo trimestre, abaixo do crescimento de 1,9% nos três meses anteriores. As compras de mobiliário doméstico e eletrodomésticos caíram 1,7% em junho, em comparação com um pico em abril de 2010.


"Há uma epidemia de poupança", disse Nariman Behravesh, economistachefe da IHS, de Lexington, Massachusetts. "Famílias e empresas estão supercautelosas agora. Em algum momento em próximos 6 a 12 meses começaremos a ver mais movimento nas compras de casa e de automóveis, e maior disponibilidade para contratação por parte das empresas." Uma recuperação sustentável da economia depende do crescimento do emprego necessário para impulsionar os gastos dos consumidores, disse Behravesh da IHS. A taxa média de desemprego poderá ser de 9,6% neste ano. Essa seria a maior taxa anual desde 1983.


Embora os Lasswell, na Carolina do Norte, tenham dito que vão continuar passando seus fins de semana olhando casas, eles não estão com pressa de comprar. "Eu não espero que as coisas melhorem", disse Marion Lasswell. "Minha expectativa é de que os preços permaneçam inalterados por longo tempo."


Em debates de TVs católicas, Serra apóia monogamia, Marina explica posição sobre aborto e Plínio critica erotismo na TV
Agência O Globo/BR
24 de agosto de 2010

SÃO PAULO - Os candidatos a presidente da República tiveram que se deparar com questões ligadas à religião em debate promovido na noite desta segunda-feira em São Paulo pelas TVs católicas Canção Nova e Aparecida. O presidenciável José Serra (PSDB) defendeu a monogamia como forma de evitar a Aids, Marina Silva (PV) disse que a sua proposta de um plebiscito sobre o aborto "não é uma posição de meio termo" e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) falou da necessidade de "combater o erotismo de uma sociedade burguesa".


Sem a possibilidade um candidato perguntar ao outro, houve poucos embates no encontro. Os presidenciáveis tinham apenas a possibilidade de comentar as respostas dos oponentes.


A ausência da candidata Dilma Rousseff (PT) serviu de munição para os adversários. Plínio criticou duramente a petista no começo do programa dizendo que as pessoas precisam conhecer a "candidata inventada pelo Lula" e disse que ela estava postando mensagens no Twitter durante o programa. Serra atacou Dilma ao falar sobre os problemas da economia, como a alta taxa de juros, a carga tributária elevada e o baixo investimento público.


“A candidata ausente tem defendido essa política (de juros)”
- A candidata ausente tem defendido essa política (de juros).
Mais sutil, a referência de Marina à ausência de Dilma veio na sua saudação inicial. Sem citar a candidata petista, a presidenciável verde defendeu a importância da participação nos debates.  - Para mim, é uma satisfação estar em mais um debate.  É fundamental comparecer a todos os debates para que as pessoas possam ver as nossas trajetórias


Ao ser perguntado por um jornalista se o combate ao sexo precoce e a defesa da monogamia eram caminhos para evitar a Aids, Serra disse: - Não terei a menor dificuldade, pelo contrário, de me manifestar, de dizer que não é bom, o sexo precoce, e pelo monogamismo, se é possível dizer assim. Ajuda a combater a doença.


Marina, que é evangélica da Assembleia de Deus, enfrentou uma saia justa quando foi perguntada de forma dura sobre a sua posição de defender um plebiscito para a questão do aborto.  - Não se trata de uma posição de meio termo. Tenho uma posição pessoal em defesa da vida. É um valor inegociável. Não é uma questão puramente religiosa. É também moral e política. O único ponto de convergência é que precisamos debater o assunto.


Ao defender o controle social da mídia, Plínio disse que nas televisões brasileiras "só há erotismo". Escalado para comentar a resposta do candidato do PSOL, Serra se disse contrário ao controle social e afirmou que o "PT aparelhou" os conselhos federais.


Plínio mais uma vez distribui ataques aos adversários. Disse que a proposta de Serra de criar um Ministério da Segurança "é uma bobagem". Acusou o governo federal de criar o "bolsa empreiteira" ao fazer o projeto da usina de Belo Monte e chamou novamente Marina de "ecocapitalista".